Tijucas recebe espetáculos gratuitos de teatro e dança

02/05/2017 12:54

Começa hoje (2) em Tijucas o circuito EmCenaCatarina 2017 que trará para o nosso município apresentações gratuitas de espetáculos de teatro e dança. Estão na programação: a peça teatral “A Luva e a Pedra” (Teatro em Trâmite), o espetáculo de dança contemporânea “Recluso” (de Elke Siedler e Diogo Vaz Franco), e a performance em dança “O pior de mim”, (Monica Siedler com o artista visual Bruno Bez).

Em formato de mostras, com três dias consecutivos de apresentações seguidas por bate-papo com os artistas, a programação iniciou pelo Oeste do estado no mês de abril e Tijucas abrirá a segunda etapa do roteiro que segue na cidade até quinta-feira, dia 4. De acordo com o Sesc, até o mês de setembro, 25 cidades receberão o projeto, que vai realizar, ao todo, 75 apresentações pelo estado.

Há 17 anos na estrada, o EmCenaCatarina é o maior projeto de circulação de espetáculos de artes cênicas Santa Catarina, que fomenta e valoriza a cultura local. A cada ano, três grupos de teatro, circo ou dança do Estado são selecionados para compor o circuito, levando gratuitamente um recorte do melhor da produção local na linguagem, para todas as regiões do Estado. Neste ano, a seleção ocorreu via a Plataforma IDCult/Sesc, que recebeu um grande número de propostas culturais, entre os meses de outubro e novembro de 2016.

Fique por dentro das datas e horários em Tijucas

Espetáculo: “A Luva e a Pedra”, do Grupo de Teatro em Trâmite (Florianópolis)
Data: 02/05 (terça-feira)
Horário: 19h30
Local: Anfiteatro Leda Regina
Classificação etária: 12 anos

Espetáculo: “Recluso”, de Elke Siedler e Diogo Vaz Franco (Florianópolis)
Data: 03/05 (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Anfiteatro Leda Regina
Classificação etária: 14 anos

Espetáculo: “O Pior de Mim”, de Monica Siedler com VJ Bruno Bez (Florianópolis)
Data: 04/05 (quinta-feira)
Horário: 19h30
Local: Anfiteatro Leda Regina
Classificação etária: 14 anos

Todos os espetáculos têm entrada gratuita!

SOBRE AS PEÇAS E PERFORMANCES

- O monólogo a “A luva e a pedra”, do Grupo Teatro em Trâmite, faz uma reflexão sobre destino e liberdade. Com direção e atuação de André Francisco, a peça conta a história de Nelson Santos e fala da sua memória de uma época passada: o interior da França, onde viveu, seu ambiente, seus valores, anedotas sobre o que aconteceu com ele, deixando-nos conhecer uma série de personagens que influenciaram sua vida, entre eles o André, empresário do boxe que será fundamental para o futuro do Nelson e do resultado da sua história. Após a apresentação acontece o debate “14 anos em Trâmite - história e trajetória do grupo Teatro em Trâmite de Florianópolis”, um bate-papo sobre a montagem da peça “A Luva e a Pedra” e a trajetória do grupo, que se destaca pela relevante pesquisa teatral em Santa Catarina e pelas atividades no espaço cultural Casa Vermelha.

- “Recluso” é um solo de dança contemporânea, de Elke Siedler com o bailarino Diogo Vaz Franco, criado a partir de experiências pessoais de dor psicofísica dos artistas do projeto em confluência com a obra “De Profundis”, do escritor britânico Oscar Wilde. A proposta é criar uma ambiência prisional habitada por fluxos contínuos de movimentos enquanto metáfora poética sobre as transformações transitórias da dor, tecidas ao longo de uma temporalidade dilatada no sombrio da existência humana. A apresentação será seguida por uma conversa comandada por Elke Siedler, acerca dos entendimentos contemporâneos de dramaturgia em dança em diálogo com os procedimentos artísticos que perpassaram a composição do espetáculo.

- Na performance em dança “O Pior de Mim”, Monica Siedler propõe uma corporalidade de guerra e improvisos, interrogações sobre os limites das relações entre corpo e obra de arte, como elementos jogados em cena e cujo drama gira em torno do que, imagina-se, perpassa o pior de mim. Com imagens videográ?cas projetadas num telão, manipuladas ao vivo pelo VJ Bruno Bez, cria-se a relação entre corpo e projeção que conversam entre si e o público. O debate “Criação de si como obra de arte” acontece no final da apresentação, tendo como referência a performance, para refletir e problematizar sobre procedimentos de criação artística no qual artistas partem de sua biografia pessoal para compor dramaturgias para a cena.


(Texto e fotos: SESC)