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Ervas medicinais são cultivadas na Itinga

28/07/2009

A Administração Municipal de Tijucas tem acompanhado e recentemente colaborou com um importante trabalho que vem sendo desenvolvido na localidade da Itinga, interior do município.

Trata-se de uma planta com poder medicinal, conhecida como "Noga" e que é cultivada pelo agricultor Carlos Piccoli. O nome científico da árvore é Aleurites Molucanna, também chamada de Nogueira da Índia, e que foi plantada pelos antigos proprietários de um sitio na Itinga, Tomé e Mariza dos Santos, na década de 90. Segundo informações repassadas por Piccoli, na época foram plantadas 6 mil mudas da árvore, das quais se retirava um óleo comercializado para a Tupy, de Joinville.

O agricultor, no entanto, acreditava que a tal árvore poderia trazer mais benefícios do que este e foi em busca de informações sobre o poder de suas folhas para produção de medicamentos. As primeiras tentativas foram feitas em Porto Alegre e Curitiba, através de análise em laboratórios, que nada constataram.

Mesmo assim o agricultor persistiu e mais tarde, a partir de um contato com Jacir Dalmagro, na época aluno da Universidade Federal de Santa Catarina, e com o apoio do Professor Valdir Cechinel, foi iniciada uma pesquisa que depois se transformou em tese de doutorado da aluna Christiane Meyre da Silva. O estudo da planta durou 14 anos e obteve total sucesso.

Atualmente, as plantas colhidas são vendidas para a Centroflora, empresa que prepara as ervas e as revende ao Laboratório Eurofarma, que transforma em medicamentos para tratamentos diversos.

A colheita da planta é feita uma vez por ano e em 2009, aconteceu na semana passada. De acordo com informações da Secretaria da Agricultura, que acompanha constantemente o trabalho do agricultor, a colheita destas plantas é feita por pessoas da comunidade, a maioria delas mulheres. Por conta desta característica, foi necessária a ajuda da Prefeitura, que cedeu alguns funcionários da Secretaria Municipal de Obras para ajudar a aparar as árvores em locais mais altos. Ao todo são colhidos em média 6 mil quilos da planta.

Segundo o agricultor Carlos Piccoli, a erva que antigamente era utilizada apenas na fabricação de sabão, vela e adubo, agora pode ser utilizada para combater o colesterol, afinar o sangue, servir como analgésico, além de ser utilizada no tratamento contra a trombose.

De oito projetos apresentados no Brasil para exploração desta planta, somente dois foram aprovados, sendo que um deles é o de Tijucas. "De Santa Catarina para o mundo, nossa expectativa é que esta planta se apresente como remédio de suma importância para diminuir dores, quiçá salvar vidas e curar doenças." - afirmou Piccoli.

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(Texto: Karina Peixoto | Fotos: Secretaria de Agricultura)

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